“Por que você não veio? Eu te gritei tanto que meus olhos choraram. Você ouviu, não ouviu? Eu te gritei, te quis, te puxei pelo braço e, em meio segundo, me dei conta de que as coisas não são assim. Você não queria vir. Não veio. Eu me desfaleci. E… passou. É isso, fim do jogo, chegamos aos quarenta e cinco do segundo tempo sem acréscimos. Nosso nome, a partir de hoje, é saudade.”
“E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que, se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.”
“— Como seria um pedido de namoro ideal pra você?
— Sei lá.
— Se eu me ajoelhasse em meio a uma praça pública, e te pedisse em namoro?
— Eu mandaria você levantar e iria rir da sua cara.
— Romântico demais?
— Clichê demais.
— Se eu escrevesse uma música em homenagem à você, e fizesse o pedido?
— Não ia dar certo.
— Por que?
— Você canta mal.
— Porra.
— Que foi?
— Como é que vou te pedir em namoro então?
— Não sei… Só tenta.
— Namora comigo.
— Isso é uma ordem?
— Namora comigo, por favor?
— Tá implorando?
— Namora comigo ou…
— Agora vai me ameaçar?
— Quero uma namorada, ela precisa ser você.
— Precisa por que?
— Porque é tudo o que você mais quer.
— E você garante isso como?
— Se não quisesse, não me faria tentar mais de três vezes.
— E?
— E isso significa que nem precisava eu pedir. Você já é minha.”